sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Se você ainda continua com a ideia de que os santos eram pessoas tímidas, de fala mansa, que de tanto se curvarem ficaram corcundas, que andavam sempre com hábitos, batinas os véus, que não curtiam a vida e fugiam de todas as coisas deste “mundo”. Esse pensamento mudará após conhecer o beato Pier Giorgio Frassati. Eu também pensava assim. Olhava para os santos, gostava da ideia, mas me sentia muito longe deles. Achava tudo muito difícil, algo realmente distante da minha realidade. Santos como São Francisco, Santa Rita, São Padre Pio... me chamavam a atenção, mas não me sentia capaz de tantas penitências e tantas renúncias.

Hoje quero expor aqui alguns trechos escritos por esse rapaz jovem e alegre. Não sei muito sobre a história dele, mas o pouco que sei já me fez falar como o Adriano Gonçalves: "Que eu seja santo como você".

Sobre os Jovens Católicos:

“Nós – que por graça de Deus, somos católicos - não devemos gastar os anos mais belos da nossa vida como desgraçadamente fazem tantos jovens infelizes que se preocupam com gozar os bens terrenos e não produzem nada de bom, mas que apenas fazem frutificar a imoralidade da nossa sociedade moderna. Devemos treinar-nos, a fim de estarmos prontos para travar as lutas que, seguramente, teremos de combater pela realização do nosso programa e para, assim darmos à nossa pátria, num futuro não muito longínquo, dias mais alegres e uma sociedade moralmente sã. Mas para tudo isto, é preciso: oração contínua para obter de Deus a graça sem a qual as nossas forças são vãs; organização e disciplina para estarmos prontos para a ação no momento oportuno e, finalmente, o sacríficio das nossas paixões e de nós mesmos, porque sem isso não se pode atingir o objetivo!

Confira a biografia do Beato Pier Giorgio Frassati no site:

http://gpgiorgiofrassati.blogspot.com/2011/02/biografia-de-pier-giorgio-frassati.html

Bem aventurados os que choram, porque eles serão consolados.

“Você me pergunta se estou alegre. E como poderia não estar? Enquanto a fé me der forças, eu estarei sempre alegre! O católico tem que ser alegre: a tristeza deve ser erradicada da alma do católico! A dor é diferente da tristeza, que é a mais detestável de todas as doenças. Esta doença é quase sempre produto do ateísmo; porém, a finalidade para a qual nós fomos criados nos mostra o caminho que, mesmo com muitos espinhos, não é de nenhum modo triste. É um caminho alegre, mesmo através da dor”.

(à sua irmã Luciana, 11.II.1925)

Confiram também suas outras reflexões sobre cada Bem-Aventurança no site:

http://www.piergiorgio.com.br/?page_id=67

Em mim vibra o desejo de ser santo do meu jeito, com meus gostos e estilos. Essa é a prova concreta de que a santidade é possível; a prova de que Deus não tira nada, mas dá tudo. Pier Giorgio me fez entender que posso ser santo do meu jeito, se, em cada ação minha, mostrar que sou de Deus.




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