quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Minha Identidade

Temas muitos comuns a nós adolescentes são questões como a Identidade. Estava assistindo um seriado americano e algo me chamou a atenção. Com bastante sincerida
de os jovens afirmavam que a fama e a popularidade são essenciais para viver no meio escolar e social. Apesar de muitas vezes afirmarem que o importante é ser amado pelo que
somos e não pelo que temos, de vez em quando temos uma quedas circunstanciais desses valores próprios e nos rendemos à mídia. Deve deduzir que os "holofotes são muito tentadores". Com toda essa pressão de popularidade e inclusão social da até medo de passar um dia dentro de casa e correr o risco de ser esquecida!

Por isso estou aqui hoje para convidar você que está lendo este artigo a fazer um teste de identidade. Como uma professora me pediu na faculdade para escrevermos uma redação descritiva sobre "Quem Sou Eu" o que somos propostos a fazer por alguns sites da internet. Dessa vez sem máscaras, sem músicas, sem frases feitas. Só você e as palavras para descrever quem realmente é, e assim como eu, ter coragem de mostrar aos outros o que pensa de si mesmo. Então ai abaixo vai a redação que entreguei à professora na íntegra!

Quem Sou Eu?
Pâmela Teixeira Vieira
Natural da cidade de Cedro, cheia de sonhos e expectativas de vida. Branca, não muito alta, de cabelos castanhos e desgrenhados, engraçada, meiga, divertida, religiosa e fofa. Talvez essa seja eu para quem me conhece externamente, mas para os meus padrões pessoais isso parece comum demais. Não sou muito velha, 17 anos, mas com o pouco que vivi, consigo entender algumas coisas de sobrevivência nesta “selva”.
Meu nome é normal, Pâmela, uma tendência televisiva de admiração do
meu pai. Penso que poderia ser qualquer outro, mas se mudasse de nome a essa altura da vida não sei como ficariam as lembranças guardadas em cadernos e páginas na internet, seria um desrespeito à sacralidade de meu pai que o escolheu para mim! Compartilho este nome com algumas pessoas no mundo, mas ele é meu, porque meu pai quis assim.
Sou muito curiosa, então não estranhem se eu perguntar tudo sobre tudo. Pra mim tudo tem que ser feito com excelência, não posso deixar nada passar. Talvez eu seja perfeccionista como minha mãe, realmente gosto de me prender nos detalhes. Meus amigos sabem ou eu sou mãe, ou sou filha deles.
Acredito que eu seja um pouco de tudo o que faço. Uma mistura do passado, do presente e do que espero do futuro. Um meio termo entre o que sou e o que a sociedade quer que eu seja. Do que aprendi e não largo é mão da presença de Deus em minha vida. Ele é a essência do que sou, e sem nenhuma brincadeira ou clichê, me sinto desfigurada e longe de mim quando estou longe d’Ele. Porque ele me ens
inou e ensina a viver cada dia na sua palavra em com a sua mansa voz, que às vezes parece falar baixo demais. É ai que percebo que os meus ouvidos estão em uma proximidade perigosa demais do barulho, perigosa o bastante para não me deixar ser instruída por Ele. Então me considero totalmente dependente de Deus, porque o seu espírito é a luz que guia os meus passos e é aquilo que me faz refletir muito sobre cada decisão que vou tomar.
Sou a garota que gosta de música, e que podia estourar os tímpanos nos fones, mas não cheguei a tanto, ainda! Posso ser meio eclética com estilos de música, mas ela faz parte de mim. Dançar, cantar bem alto e através das melodias me encontrar mais intimamente com Deus e comig
o mesma, é disso que gosto. Outra parte de mim são os palcos, não para lucrar, mas como diversão e serviço ao meu Senhor. Sou ministra as artes no teatro e na dança e meu orgulho é contagiar a platéia com a mensagem que levo comigo, de que o mundo pode ser melhor se encolhermos o nosso ego e partirmos para o encontro do outro.
Outra grande paixão é a leitura e a escrita. Leio pelo menos um capítulo por dia do livro que estiver interessada, atualmente tenho Eclipse de Stephenie Meyer em minha cabeceira. Cuido de uma biblioteca em meu grupo de oração. Escrevo pelo menos umas quatro folhas por dia em meus cadernos pequenos, mas cada dia sobre algo diferente. Já fui mais apaixonada por televisão, hoje me resumo a filmes de vez em quando, não tenho paciência com novelas. Seriados são legais, mas são poucos que me encantam como os desenhos japoneses. Quando me interesso por algo vou até o fim.
Meu maior medo é de não testemunhar com a verdade, de falhar em minha missão, de abandonar tudo pelo que luto a mais de quatro anos por alguns momentos de prazer e vaidade. Isso não é impossível, já vi muitos irmãos que fizeram isso, mas não eu, porque sei o que vale a pena, então nada pode me afastar do amor de Deus.
Assim, vou carregando a minha cruz de cada dia, e buscando demonstrar alegria através de um sorriso ou de uma palavra amável. Talvez assim eu espalhe uma boa semente e não deixe os sonhos de Deus morrer, se não conseguir, pelos menos tive boas intenções!
São Paulo já dizia: Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. (Gl 2, 20a). Sendo assim, não tenhamos vergonha de mostrar aos outros quem nós somos. Paulo não era desfigurado, mas vivia o que somos chamados a ser!
Deus os abençoe e Maria os guarde

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